Dentística

Troca de restauração de amálgama por resina: quando vale a pena e como é feita

6 min de leituraPor Dr. Ricardo Pina

Muitos adultos convivem há décadas com restaurações de amálgama — aquelas obturações metálicas escuras feitas nos molares. Elas cumpriram bem o seu papel, mas com o tempo podem infiltrar, expandir e trincar o dente. No consultório do Dr. Ricardo Pina, no Itaim Bibi, a troca por resina é avaliada caso a caso, com câmera intraoral e radiografia digital, para trocar apenas o que realmente precisa ser trocado.

Quando a troca é realmente indicada

Amálgama em bom estado, sem infiltração e sem trinca, não precisa ser removido por precaução. A indicação de troca aparece quando há sinais clínicos ou radiográficos de falha na restauração.

  • Escurecimento nas bordas ou linha escura entre o metal e o dente (infiltração)
  • Trincas visíveis no esmalte ao redor da restauração
  • Sensibilidade ao frio ou dor ao morder naquele dente
  • Cárie recorrente detectada em radiografia digital
  • Restauração muito extensa, que enfraquece as paredes do dente
  • Desconforto estético em dentes que aparecem ao sorrir ou falar

Como é feito o procedimento

O dente é anestesiado — com anestesia computadorizada, a aplicação é mais confortável — e isolado com lençol de borracha, que protege a via aérea e evita contato do material removido com a mucosa. O amálgama é seccionado e removido em blocos, com sucção potente e irrigação constante.

Removida a restauração antiga, toda a cárie remanescente é eliminada e a cavidade é avaliada com ampliação. Se houver comprometimento da polpa, o caso pode evoluir para tratamento de canal antes da restauração definitiva. Em seguida, o dente é restaurado em resina composta, aplicada em camadas e polimerizada, com escolha de cor e anatomia reproduzindo o dente natural.

Resina ou coroa: qual escolher depois da remoção

Quando sobra estrutura sadia suficiente, a resina composta resolve muito bem: é conservadora, feita em sessão única e reparável. Já dentes com paredes muito finas, cúspides fraturadas ou grande perda de estrutura têm melhor prognóstico com coroa de porcelana ou restauração indireta, que abraça o dente e distribui a força da mastigação.

Cuidados depois da troca

É normal alguma sensibilidade ao frio nos primeiros dias, que tende a diminuir progressivamente. A resina não pode ser submetida a hábitos de risco como roer unha, abrir embalagens com os dentes ou apertar/ranger (bruxismo) sem placa de proteção. Higiene com fio dental e revisões periódicas prolongam bastante a vida útil da restauração.

Avaliação no Itaim Bibi

O consultório fica na Rua Viradouro, 63 - cj 52, Itaim Bibi, São Paulo/SP, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Na avaliação, a câmera intraoral mostra na tela o estado real das suas restaurações antigas — você decide vendo o que o dentista vê.

Perguntas frequentes

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